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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Quando a diversão vira tragédia ;(



Às vezes me pergunto como a gente consegue sobreviver à adolescência. No sentido literal mesmo. Fazemos tanta loucura, somos tão inconsequentes, arriscamos nossas vidas tantas vezes, que é quase um milagre escaparmos vivos dessa fase da vida. Beber e dirigir, sair com caras que mal conhecemos, explorar cavernas e mares sem a devida segurança, pegar carona com o amigo do amigo, sair escondido da mãe, roubar o carro do pai, transar sem camisinha, experimentar substâncias ilegais, acelerar até não poder mais. Tudo isso faz parte do nosso repertório na época mais pirada da nossa história.

Hoje eu li no jornal que pela primeira vez um alpinista de 13 anos escalou o Monte Everest e chegou ao topo. Ele disse que jamais sentiu medo. Não me espanta, a maioria de nós não sente medo nessa idade. Ou, pelo menos, a vontade de experimentar o mundo é tão grande que abafa qualquer medo. Une-se a essa fome de viver a pouca quantidade de tragédias às quais já assistimos e que vivenciamos quando ainda somos jovens. Temos poucas más recordações e as nossas perdas não viraram traumas.

Mas nem todo mundo consegue sobreviver à adolescência. Sim, às vezes, e não são tão raras assim, jovens morrem. E aí a gente tem aquela sensação de que o triste ocorrido é contra a natureza humana. Deveria mesmo ser proibido pelas leis do universo que pessoas menores de 21 anos pudessem falecer e que filhos pudessem morrer antes dos pais. Jovens deveriam ser imortais como eles pensam que são. Deveriam ser invencíveis, infalíveis como os super-heróis que até pouco tempo atrás eram fãs.

Minhas amigas estavam me contando que aonde mora foi ao enterro de duas irmãs que morreram afogadas no Lago Paranoá, em Brasília. Com mais 9 colegas, elas, que tinham 21 e 18 anos, passaram o sábado se divertindo, ouvindo música e bebendo numa lancha superlotada. Apesar de não saberem nadar, não usavam colete salva-vidas. Por algum problema ainda não revelado, a lancha afundou e as duas irmãs não resistiram. Deixaram para trás mais seis irmãos e seus pais. Com seus corpos, afundaram também projetos, planos, expectativas. Não só os delas próprias, mas o de cada um que com elas conviviam e compartilhavam tudo isso. Morreu com elas a ingenuidade, a impetuosidade juvenil, a impulsividade entusiasmada e a alegria de viver de seus irmãos e de amigos próximos que, com o choque causado por uma tragédia tão palpável, jamais serão os mesmos. O medo invadiu seus corações e, a partir de agora, abafará muitos de seus desejos.

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