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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Explicando o inexplicável

"Era inexplicável o eclipse e se explicou. Era inexplicável que a Terra seria redonda, ou quase isso, e se provou. Eram inexplicáveis os vulcões, os terremotos, os furacões, até que estudos os dissecaram. Mas estamos falando de fenômenos naturais e, mesmo desses, pra muitos ainda não há mais que hipóteses formuladas.

Falando ainda de natureza, agora mais da humana, há também diversas coisas difíceis de explicar. Sua mãe comprou aquela enciclopédia desatualizada por uma fortuna, seu pai comprou um carro com problemas mecânicos irreparáveis, sua irmã namora um rapaz com poucas perspectivas de futuro. Logo você conheceu o vendedor e o achou persuasivo, seu pai não entende nada de mecânica e o namorado da sua irmã é um doce e a trata muito bem. Tudo explicado.

Inexplicável, mesmo, parecem as coisas que dependem da nossa escolha. Criamos um urubu achando que ele se tornará um belo pássaro. Ele já dá sinais de que será um urubu, mas você o comprou como sendo uma exótica arara azul. Você desconfia daquelas penas pretas. Quando elas vão ficar azuis afinal?! Mas o vendedor garante, todo mundo diz que é coisa da sua cabeça. Até que o urubu cresce e ataca você, fura seu olho e o deixa cego. E nessa cegueira você percebe que cego de verdade você foi durante todo o tempo que não acreditou em si mesmo, por alimentar o pássaro com o seu melhor, por se dedicar a ele, por se sacrificar por ele.

Se você tiver sorte o ataque passou de raspão e a cegueira é reversível. Em breve você estará bem e longe dos urubus. Você descobre então que é o momento de se apegar ao que você acredita, ao que você adiou por muito tempo, à sua essência, a você. E não se trata de egoísmo. O resto são os outros e os outros são apenas o resto, e continuam sendo urubus se alimentando de carne morta, mas não mais da sua."

(texto muito bacana, escrito por meu colega)

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