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terça-feira, 18 de maio de 2010

Amores Platônicos



Amor platônico, na acepção vulgar, é toda a relação afetuosa em que se abstrai o elemento sexual, idealizada, por elementos de gêneros diferentes - como num caso de amizade pura, entre duas pessoas.
Esta definição, contudo, difere da concepção mesma do amor ideal de Platão, o filósofo grego da Antigüidade, que concebera o Amor como algo essencialmente puro e desprovido de paixões, ao passo em que estas são essencialmente cegas, materiais, efêmeras e falsas. O Amor, no ideal platônico, não se fundamenta num interesse (mesmo o sexual), mas na virtude
O termo Amor platonicus foi pela primeira vez utilizado no século XV, pelo filósofo neoplatônico florentino Marsilio Ficino, como um sinônimo de amor socrático. Ambas as expressões significam um amor centrado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa, em vez de em seus atributos físicos. Referem-se ao laço especial de afeto entre dois homens a que Platão tinha se referido num de seus diálogos, exemplificando-o com o afeto que havia entre Sócrates e seus discípulos homens, em particular entre Sócrates e Alcibíades.
A expressão ganhou nova acepção com a publicação da obra de Sir William Davenant, "Platonic Lovers" ("Amantes platônicos" - 1636), onde o poeta inglês baseia-se na concepção de amor contida no Simpósio de Platão, do amor como sendo a raiz de todas as virtudes e da verdade.
O amor platônico passou a ser entendido como um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve. Reveste-se de fantasias e de idealização. O objeto do amor é o ser perfeito, detentor de todas as boas qualidades e sem máculas. Parece que o amor platônico distancia-se da realidade e, como foge do real, mistura-se com o mundo do sonho e da fantasia.
Ocorre de maneira freqüente na adolescência e em adultos jovens, principalmente nos indivíduos mais tímidos, introvertidos, que sentem uma maior dificuldade de aproximar-se do objeto de amor, por insegurança, imaturidade ou inibição do ponto de vista emocional.
Você pode ter sido pelo professor gatinho da 4ª série (e quem sabe até da faculdade), pelo menino mais pop do colégio, pelo irmão da sua melhor amiga ou até mesmo por aquele amigo do seu primo que não desgrudava dele: quem nunca sofreu por uma paixão platônica?
Sabe aquela coisa de fazer planinhos para encontrá-lo “casualmente”, ele passa nem te nota e você fica roxa e tropeça? Ou então, quando já tem algum sinal de aproximação e você já conversa com o indivíduo, rolam aqueles momentos em que ele tá falando falando de alguma coisa e você tá loooonge, pensando em como seria bom fazer ele ficar quietinho com um bom beijo. Paixao platônica é um pouco assim. A gente tenta, tenta, e parece que nunca chega ao “objetivo”. Às vezes, no fundo, no fundo, nem temos essa intenção.
Queremos apenas ficar perto e imaginar, o que muitas vezes pode ser bem mais promissor do que de fato realizar a conquista – que o digam as mulheres que concretizaram suas paixões platônicas! Claro que não é regra, mas muitas garantem que é só decepção...!

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